quinta-feira, 8 de outubro de 2009

REVISAR OS PRÓPRIOS TEXTOS???



Revisar nossos próprios textos
(Hélio Consolaro*)

Escrevo há algum tempo, tenho 31 anos de ensino da língua portuguesa, mas não dispenso a revisão de meus textos por uma outra pessoa, mesmo que tenha menos experiência.
Minha editora, aqui na Folha, sabe disso, apesar de eu ser o consultor de língua portuguesa do jornal, não dispenso revisão, leitura atenta de meus textos. Não sou infalível, meu substrato lingüístico (italiano da Água Limpa) me trai e meus olhos são cooptados por meu cérebro.
Recomendo isso a meus alunos, quando devem construir o texto em sala de aula, que o colega do lado faça a revisão. Quando o texto é feito em casa, como tarefa, recomendo-lhes que peça a alguém que revise sua primeira versão (o rascunho): pai, mãe, irmão ou irmã. Ou, então, faça a revisão noutro dia, deixe o texto dormindo na gaveta, tempo suficiente para haver um distanciamento crítico.
Nos exames vestibulares, caso redação e questões sejam feitos num só período, escreva primeiro o rascunho, responda às perguntas e depois passe a limpo seu texto, fazendo antes uma revisão.
Isso traz duas vantagens: o rascunho foi feito com o cérebro descansado e ganhou um pequeno distanciamento crítico.
Recebi um texto da leitora Denise Casatti, araçatubense e jornalista que atua em São Paulo. Ele prova como nossos olhos nos enganam, ou melhor, nosso cérebro. Reproduzo-o aqui:
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

PS: Srea que é por isso que é tão dicífil cirrgoir nsooss pórripos txesots?

*Hélio Consolaro é professor de Redação, coordenador do site Portal das Letras, cronista do jornal Folha da Região e presidente da Academia Araçatubense de Letras.



MINHA OPINIÃO: Concordo plenamente com o texto do Consolaro. É, de fato,  muito difícil revisar o seu próprio texto. Quando tenho de fazer isso costumo deixá-lo de molho, standby, e só depois o pego novamente para achar novos erros.

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